O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.

A eles dedicamos estas linhas.

José Vilhena e Maria Luísa Hingá

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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com

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30/10/06

117- Simulacro do combate aéreo

..........Os aviões levantavam cada um para seu lado, ganhavam altura e, quando estavam a dois mil metros de altitude e se encontravam, começava a dança. Primeiro um contra o outro, de frente para ver se a metralhadora abatia o adversário. Passávamos rés - vés, quase a tocar. Imediatamente, um descrevia um "looping", tentando surpreender o outro picanço. O outro numa curva muito apertada, via o perigo e deixava-se entrar em parafuso para se safar. O que saía primeiro dessa figura, começava a fugir para subir ou para tentar apanhar o outro, fosse ele para onde fosse. Se o "inimigo" subia também a querer persegui-lo, então, sim, o que ia mais alto ia diminuindo a potência e quando estavam novamente a dois mil metros, travava-se o combate a sério. "Looping", "Tonneaux", voltas de "Immelman", viranços e reviranços, enfim, uma série de doidices com os aviões muito juntos que faziam arrepiar quem lá de baixo assistia aos treinos. Aquilo acabava sempre com uma entrada em parafuso lá das alturas, que ia quase até ao chão, fingindo-se atingido. O outro vinha em voo picado para ver o resultado, terminando os dois com uma série de "looping" a rasar a pista. Era um espectáculo.

Cmte. M. Faria Peixoto

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Mas que espectáculo,...

Maravilhoso! Linda esta descrição.

É tão real e pormenorizada que parece estamos a assistir a toda esta "cena" neste momento..... O tempo pára!
São Camposinhos

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