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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail: lhinga@gmail.com

Fotos de aviões em falta:
  • CR-AFR - Dakota que pertenceu ao Governo Geral de Moçambique
  • CR-AMD - F-27 Friendship da DETA

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16-07-2009

610-CR-BAA e CR-BAA, B737 da DETA, em Lisboa

CR-BAA
CR-BAA
CR-BAA
CR-BAA
CR-BAA
CR-BAA
CR-BAA
CR-BAA
CR-BAA
CR-BAB
CR-BAB
CR-BAB

Fotos enviadas pelo Cte. Gabriel Cavaleiro com o texto a seguir referido:

"Quando os novos B737 da Deta passaram por Lisboa, neste momento não me lembro da data, na minha posição de piloto TAP, tive acesso directo aos aviões na placa. Dentro e fora dos aviões.

Mando-lhe as minhas preciosas fotos
Cumpts

Gabriel Cavaleiro"




Obrigada Cte. Cavaleiro.

23-06-2009

609-Grupo de pilotos do Aeroclube de Mçambique. 1966


Agradeço a ajuda na identificação dos nomes.

1-Sá Marques
2-Sousa (mecânico do ACM)
3-Fernando Pauleta
4-Marques Pinto
5-Stélio Gomes Rebelo
6-Artur Lacueva
7-
8-Timóteo Costa
9-Olimpio Craveiro
10-Orlando Teixeira
11-António Mota
12-António Viegas
13-Rui Monteiro
14-Louis Ebert (embaixador dos EUA nessa altura)
15-Coronel Armando de Sousa Vieira**
16-Eng. Joaquim Mendes de Oliveira *
20- Intencionalmente fora da ordem numérica
17-
18-António Mathias
19-Veiga (mecânico da DETA)

Foto enviada pelo Cte. Timoteo Costa. O meu obrigada.

*Eng.º Joaquim Mendes de Oliveira que era na altura Presidente do Aeroclube em Lourenço Marques.
** Que foi Director do Serviço da Aeronautica Civil de Moçambique

608-CR-AGO do Aeroclube de Moçambique e grupo de brevet de 1966

Eu (Timóteo Costa estou de camisa azul junto ao CR-AGO Super Cub no grupo do brevet de 1966 )
Da esq. para a direita: ...., Timoteo Costa, .... e António Viegas (Referido no artigo 596)


Estas fotos foram enviadas pelo Cte. Timoteo Costa, a quem agradeço a colaboração. Junto e-mail.

"Ola
Se recordar é viver ... cá vão fotos do brevet de 1966 no Aeroclube de Moçambique em Lourenço Marques.
São muitas as pessoas que poderão ser recordadas...
Parabens pelo trabalho valioso e gostoso que vem sendo feito ... Moçambique e aviação do passado!
Timoteo Costa
(Cte SATA Internacional)
Funchal
"

17-06-2009

607-Cessna 172 “CR-AFG” e o “Chipmunk” CR-AEK do Aero Clube de Moçambique em 1960.


Cessna 172 “CR-AFG” e o “Chipmunk” CR-AEK do Aero Clube de Moçambique em 1960.

606-Marrupa – 1967




Marrupa – 1967

Fotos; Nobre Furtado

605-Fernando Pauleta, presidente do ACM, junto ao CR-AFM e CR-AEK

CR-AFM
CR-AEK

Fernando Pauleta, presidente do ACM

Fotos: Isabel Pedroso

604-Fernado Pauleta (Presidente do Aero Clube de Moçambique) e Faria, no CR-AGO.

Fernado Pauleta (Presidente do Aero Clube de Moçambique) e Faria, no CR-AGO.

Foto: Isabel Pedroso (filha de Fernando Pauleta)

603-O CR-AAV “Limpopo” onde morreu o Cte Francisco Pinto Teixeira.


O CR-AAV “Limpopo” onde morreu o Cte Francisco Pinto Teixeira e já referido no blogue.

E antiga aerogare de lourenço marques, posteriormente Edificio da DETA.

Foto: Isabel Pedroso

602-Um Dakota da Air Rodhesia em Vilanculos (1969)


Um Dakota da Air Rodhesia em Vilanculos (1969)

Foto de Nobre Furtado

601-Alouette III em Marrupa



Alouette III em Marrupa

Foto: Nobre Furtado

600-Pilotos da FAV 302 e o Gigante de Manjacaze


Gabriel Estevão Mondlane conhecido como o gigante de Manjacaze e os pilotos da FAV 302.

Foto: Isabel Pedroso

599-Aviões T6 algures em Moçambique



Algures em Moçambique

Fotos: Nobre Furtado

598-Acidente do T6 "1761" em Inhambane, em 1969


A 8 de Julho de 1969, o T-6 “1761” pilotado pelo José Morgado, após uma rapada na baía de Inhambane, foi parar ao fundo da dita, felizmente saiu ileso do acidente.

Foto: Nobre Furtado

09-06-2009

597-Aeroclube da Beira-Fotos dos Anos 50

Da esq. para direita: Engº Jardim, , , Leonel da Silva, Edmundo Bastos, , Mário Gouveia, Moiteira e Álvaro Ferreira .

Da esq. para direita: Engº Jardim, Edmundo Bastos. Os dois últimos são o Mário Gouveia e Moiteira

Da esq. para direita: Leonel da Silva, engº Jardim, , Edmundo Bastos, Mário Gouveia, , , , Álvaro Ferreira e Moiteira.


Anos 50. Da esq. para direita: Engº Jardim e Edmundo Bastos.

Avião nesta foto:
Estas fotos vinham acompanhadas pelo e-mail a seguir transcrito:

"Eu sou José Menano, que vivi muitos ano em Mocambique e hoje atraves de um amigo recebi um vosso blogue sobre voando em Mocambique. Como pedem fotos aqui vos envio algumas que espero sejam do vosso agrado
Como o meu sogro Edmundo Bastos (ja falecido) tambem era membro do aeroclube da Beira e tenho em meu poder algumas fotos tenho o grande prazer de vo-las enviar para

Obrigada José Menano. Se tiver mais colocá-las-ei com todo o prazer.

O meu obrigada aos Cte. Carlos Silva e Ricardo Quintino pela identificação de alguns dos nomes.

10-05-2009

596-Cte. António de Almeida Viegas faleceu

O Cte. António de Almeida Viegas faleceu no dia 4 de Maio de 2009, vítima de atropelamento. Os nossos sentimentos à família.
Foi piloto da TAM, STEIA e DETA, em Moçambique, e da DIAMANG,SONANGOL e TAAG, companhias angolanas.
Que repouse em Paz.

01-05-2009

595-Uma homenagem ao Cte. Joaquim Maria Alberto Craveiro




Aviãoooo! Aviãoooo! Gritavam os soldados.
O sargento de dia mandava montar a segurança à pista, mas, mesmo que não estivesse montada, o avião, aquele avião, aterrava sempre sem mais demoras. Todos os aviões, ou melhor, todas as naves voadoras, que ali aterravam tinha personalidade própria. Era a Dornier da Força Aérea, franzina e acrobática, os mono e bimotores de vários construtores e modelos, os helicópteros Alouettes III e Pumas SA-330, façanhudos e nem sempre bem-vindos, um dos quais caiu a vinte metros do arame farpado com vinte homens dentro e foi inteirinho para a sucata e, finalmente, o fiel e desejado EMAC. Era assim que era conhecido o Islander tripulado pelo Sr. Craveiro, cavaleiro andante dos céus, figura inconfundível nos seus calções e meia alta, oficial e cavalheiro daquela nave. Não era um avião, era “a” EMAC!

Olá, bom dia Sr. Craveiro! Que tal tem corrido a viagem?
Bom dia! Cá estamos de novo! Tem estado a correr bem, obrigado!

Era assim, impreterivelmente, todas as quintas-feiras, entre as dez e meia e as onze da manhã, em Cantina Oliveira, em Tete, Moçambique. Fizesse calor ou frio, chovesse ou estivesse sol, era assim.

Sempre ao longo dos dois anos inteiros de comissão militar naquele fim de mundo, “a” EMAC, do Sr. Craveiro disse presente. Trazia especialmente correio e frescos, mas igualmente a companhia do Sr. Craveiro, que fazia o favor de se demorar nas instalações do quartel, barracos e abrigos, mais do que o tempo necessário para descarregar a carga que tivesse o quartel como destino.

Fazíamos questão de bem receber o Sr. Craveiro. O aquartelamento esteve várias vezes largos meses sem reabastecimento por via terrestre. Largos meses sem cerveja, sem batatas, sem muitos dos géneros essenciais considerados comuns. Contudo, para o Sr. Craveiro nunca faltou uma cerveja, um martini, umas tapas. E ele apreciava e sabia que o pouco que oferecíamos era para nós muito e o melhor que tínhamos.
Da sua figura esguia emanava uma suave leveza, uma singular incerteza entre estar e partir.

Trinta e cinco anos depois, este é o retrato que tenho gravado na minha memória do Senhor Craveiro, aliás Comandante Craveiro. Comandante dos céus, de um outro destino, de uma outra missão.

Um abraço, Comandante!

João Ramos

Nota:


Obrigada João Ramos pela sua iniciativa.


O Cte. Joaquim Craveiro merece esta e todas as homenagens que lhe fizerem. E tenho a promessa de colaborar com material para o blogue.


*** Fotos de 17.06.2007. Em mais aventuras pelo ar...pelos céus de Évora num planador com o sobrinho e tb piloto Rui Craveiro.

Fotos enviadas pelo sobrinho Luís Magalhães Rebelo.

27-04-2009

594-Torre do Aeroporto Gago Coutinho, em Lourenço Marques, actual Maputo. Moçambique



"Cara Luisa,
Aqui vai mais uma das que se vão encontrando.
Torre de controlo do Aeroporto de Lourenço Marques em 11 de Setembro de 1969.
Lá em cima junto ao varandim da torre estáva o nosso amigo Fonseca Pires**.
Abraço
Cláudio Carvalho"

**Controlador de Tráfego Aéreo

O meu Obrigada a Cláudio Carvalho.

13-04-2009

593-MEMÓRIAS PARA UM “BUSH PILOT”-Memória Quinta

MEMÓRIAS PARA UM “BUSH PILOT”

Na pista de Inhamacala em Manica e Sofala (da esquerda para a direita): o Comanche com a matrícula CR-AGJ, o Cessna 180, CR-AFH e o Cessna 185, CR-AIZ, três aviões da frota dos TAM. Em primeiro plano o piloto Moura. As referidas aeronaves estão estacionadas na faixa de aterragem constituída por terreno natural coberto por capim. Note-se o contraste entre a altura da árvore onde está colocada a manga indicadora da direcção do vento e o reduzido tamanho desta referida manga!

MEMÓRIA QUINTA:

Caros Amigos. Estão de certo recordados daquele pequeno desvio da narrativa anterior sobre a vida dos BUSH PILOTS na MEMÓRIA QUARTA. Aqui estou, como então prometido, para vos falar da pista de aterragem, propriedade de um casal de madeireiros conhecidos pelo “casal Martinote”.
Deste casal, guardo uma imagem difusa, já que só nos encontrávamos à entrada ou saída do avião que tripulava, antes ou depois de uma viagem, do aeroporto da Manga (Beira) para a pista de aterragem do Martinote, situada na margem direita do Rio Búzi, uns quilómetros a Oeste da vila do mesmo nome.
Sei que eram madeireiros e que detinham uma autorização devidamente licenciada para abate de árvores, cujos imensos troncos, depois de serrados e tratados, se destinavam a trabalhos de marcenaria.
Lembro-me apenas que a senhora, um pouco mais nova que o senhor Martinote, se aprestava para o voo quase sempre com um vestido de chita, simples e fresco, adequado à humidade e às temperaturas demasiado altas, que tornavam a atmosfera da floresta dificilmente respirável.
Senhora faladora, muito viva, boa observadora, não deixava passar nada de anormal que notasse em qualquer momento do voo, como adiante vos contarei!
Para construir a pista, o casal Martinote teve de proceder à limpeza de uma faixa de 700 metros de comprimento e de 30 metros de largura, numa floresta densamente povoada com árvores de grande porte.
Com as dificuldades que defrontaram no corte e remoção das árvores, tiveram de condicionar a direcção da operação da pista a um único sentido, quer para aterragem quer para descolagem, ou seja, as aeronaves aterravam de nascente para poente, e descolavam de poente para nascente, independentemente da direcção donde soprasse o vento!
E para assegurar com relativa segurança uma aproximação à cabeceira do topo nascente, foram desbastados, ainda que irregularmente, os topos mais altos das árvores que transpunham a ladeira desta aproximação, de modo a permitir um gradiente de descida de cerca de 10%. A pista terminava no topo poente, numa autêntica parede constituída pelas árvores que a delimitavam.
Era pois este o cenário em que se efectuavam as viagens para transporte do casal Martinote, sempre que se deslocavam de visita à cidade da Beira.

Porque a operação era muito especial, fui assistido, na minha primeira viagem àquela pista, pelo meu colega Calrão, voando um Cessna 180 que era sem dúvida a aeronave de eleição para esta operação, dadas as suas características:
- Primeiro, porque a operação era a mais económica da frota;
- Depois porque possuía um robusto trem de aterragem fixo, constituído por duas lâminas flexíveis de aço especial que terminavam em duas rodas com travões muito eficientes;
- Também porque, sendo um avião de asa alta, permitia que o piloto avistasse com nitidez os obstáculos que a cada instante sobrevoava;
- E por último porque, estando equipado com um trem convencional que, colocava o nariz do avião levantado numa inclinação aproximada de 8º, posicionando-o previamente numa atitude ideal para a aproximação.

Continuando a descrição desta minha primeira viagem, avistamos em breve a pista e preparamo-nos para a aproximação configurando já o avião para a aterragem. Sobrevoávamos cuidadosamente as copas das árvores que delimitavam irregularmente a ladeira de descida, com o avião “pendurado” no motor mantendo uma velocidade crítica, muito perto da velocidade de perda, cerca de 5 nós acima dela, que nós antecipávamos, não só pela sensibilidade que experimentávamos nos “fundilhos das calças”, quando o assento do banco parecia desaparecer afundando-se, mas particularmente pelo aviso sonoro (uma buzina), que “gritava” durante toda a descida e que só se calava quando o robusto trem se acachapava no piso de areia, permitindo que de imediato se começasse travar o avião detendo-o finalmente já perto do final da pista.
Na descolagem o “filme” era idêntico. Com o avião acelerando pela pista fora e quando se atingia a velocidade mínima de controlo, seleccionava-se a 1ª posição de flaps e o avião “saltava” para o ar.
Era então que se iniciava uma esgotante luta para se conjugar a manutenção da velocidade do avião uns 5 nós acima da velocidade de perda, com uma subida positiva que lhe permitisse transpor os obstáculos existentes na subida. Uma vez vencidos, permitia-se limpar o avião acelerando-o para a velocidade de cruzeiro.
Entretanto já estão a entrever a perspectiva louca desta descolagem:
- Logo que o avião se elevava no ar, a “buzina” começava a gritar, e só se calava quando, ao ser atingida uma altitude de segurança sobre das árvores, se começava a aumentar a velocidade do avião acima dos 5 nós além da velocidade de perda.
Durante este interminável período de tempo, aquela cabina, era uma mistura infernal do som metálico da saída do escape do motor com a gritaria estridente daquela ensurdecedora buzina!

Ora, numa manhã de sábado daquele ano de 1965, chegado pela manhãzinha ao escritório dos TAM, sou abordado pelo meu patrão e Amigo Jorge Guerra que me previne:
- Primavera, tem de ir ao Martinote pelas 10 horas, para trazer o casal para a Beira. Leve o GJ.
Ora o GJ, era o Comanche de matrícula CR-AGJ que como já vos descrevi na MEMÓRIA SEGUNDA era um mono motor de asa baixa, silenciosamente veloz, com um habitáculo bastante cómodo.
Ao contrário do Cessna, tinha um trem retráctil, modelo triciclo, como o que equipa todas as aeronaves actuais, o que, para operação naquela pista, representava uma embaraço como estão a ver pelas razões anteriormente enumeradas.
Porque não havia na altura outra aeronave disponível tive mesmo de a utilizar e voei em direcção ao Martinote.
A aproximação foi realizada nos moldes atrás relatados, com a agradável diferença que reinava um silêncio na cabina daquela bela máquina, já que o avisador da perda utilizava um sistema visual constituído por uma lâmpada vermelha que piscava intermitentemente, em vez da buzina estridente do Cessna.
Se o silêncio “era de ouro”, já não “era de ouro” a impossibilidade de observar, ainda que pelo canto do olho, a copa das árvores que sobrevoava nessa manhã de um dia de verão em que as correntes de ar caprichosamente levantavam ou baixavam a trajectória do avião, provocando uma sensação mista de desconforto e de leve náusea, pelo facto de o Comanche ser um avião de asa baixa.
A aterragem foi normal para aquele veloz tipo de avião, e a travagem foi continuadamente aplicada, utilizando o travão de mão situado por debaixo do “tablier”. Com a finalidade de auxiliar a desaceleração, imprimi à trajectória da aterragem um ziguezague pela pista fora, até que no seu final tive de provocar uma leve derrapagem, para completar uma volta rápida de 180º, o chamado “cavalo de pau”, detendo finalmente a aeronave.
Já fora do avião, completamente suado não só pela temperatura do ar, como ainda por aquilo que hoje é vulgar ouvir-se relatar referindo os praticantes dos desportos radicais, “a adrenalina”, resolvi inspeccionar, enquanto aguardava a chegada dos passageiros, o piso daquela pista de aterragem para compreender a razão daquela desconfortável aterragem.
Com espanto apurei que o pavimento não estava nivelado, o que de resto não constituía novidade naquelas pistas. Este porém era demasiado irregular, oscilando, com pendores muito acentuados, tanto para a esquerda como para a direita, o que provocava nesta aeronave de asa baixa, inclinações perigosas para um e para outro lado como se as asas fossem tocar o solo. O piso expunha demasiadas aflorações de antigos morros de térmitas (que nós em Moçambique designávamos por muchém), muito duros e demasiado polidos, com efeitos de travagem muitíssimo reduzidos.
Agravando este cenário, todo o pavimento estava coberto por pedaços soltos de capim seco que aquelas térmitas espalhavam e que tornavam ainda mais escorregadia toda a pista.
Cerca de uns 30 minutos depois de ter aterrado chegou um tractor que transportava o casal Martinote que ao ver-me sentado à sombra de uma árvore protegendo-me dos raios impiedosos do Sol, se apressou a cumprimentar-me lançando com o seu sorriso, um pouco de frescura naquela tarde sufocante.

- Bom dia … está muita calorrr! - Disse com um sorriso a senhora num sotaque engraçado que me fez sentir menos miserável, ao mesmo tempo que correspondi à sua saudação.
Como devem estar recordados, nas minhas anteriores MEMÓRIAS, ao referir-me às características deste avião, havia escrito que a única porta de acesso ao habitáculo, era a porta do lado direito, pelo que, a primeira pessoa a entrar para os bancos da frente era sempre o piloto. Só depois de devidamente instalado, entrava o passageiro da frente.
Assim, acomodados os dois passageiros, o marido no banco traseiro e a senhora, no banco da frente do lado direito, iniciei a rolagem para o início da pista, mas desta feita com a porta aberta, de modo a renovar a atmosfera sufocante que reinava no interior daquela cabina exposta à torreira do Sol durante aquele longo tempo de espera!
Alinhado o avião, fechada a porta, avancei a “manete” do acelerador e aguardei que o motor atingisse as 2.750 rotações, após o que larguei o travão de mão.
Sentindo-se solto o avião começou uma correria por aquela pista que de tão irregular mais parecia impedir que ele acelerasse, balançando-o ora para um ora para outro lado.
A senhora que pela primeira vez se sentara naquele avião, cuja atitude no solo era completamente diferente da do Cessna a que estava acostumada, em que à partida nada via para além do nariz do avião, confrontada agora com uma perspectiva da pista, observada horizontalmente em toda a sua extensão e cujo final distinguia perfeitamente a aproximar-se, começou a “esconder-se” dessa estranha visão, deslizando vagarosamente para baixo do “tablier”, até ficar praticamente deitada no banco!
Aquela lenta agonia só terminou quando, atingida a velocidade mínima de controlo, seleccionei a primeira posição de flaps que permitindo um aumento súbito de sustentação fez com que o avião “pulasse” pouco mais de um metro para o ar.
De imediato recolhi o trem, e iniciei então o que atrás vos relatei, uma extenuante luta para conjugar a manutenção da velocidade do avião próximo da velocidade de perda, com uma subida positiva de modo a transpor os obstáculos existentes, sempre atento à indicação do avisador luminoso da velocidade de perda.
Sentindo o avião no ar a senhora Martinote recuperou a sua postura habitual, endireitando-se no banco e logo que ultrapassamos as copas das últimas árvores, um brilho assomou aos seus belos olhos de um azul celeste.
Como atrás referi, esta passageira, senhora faladora, muito viva, boa observadora, não deixava passar nada de anormal que notasse em qualquer momento do voo.
Por isso, com uma voz crítica de um saber de experiência feito, olhou-me e comentou categoricamente:

- Esta avion não estarrr bom!
- O que disse?

- Esta avion não estarrr bom!
-Porquê? Perguntei.

- Não toque à buzina …
- #*@*»*&*«?*£*%*§ !!! ...


---ººººººººººººººººººº---


Caros e pacientes leitores. Terminada esta prometida narrativa sobre o casal Martinote e a sua pista, anuncio-vos antecipadamente o tema da MEMÓRIA SEXTA: A pista do Chitengo no Parque Nacional da Gorongosa. Até lá …

Bons voos.



31-03-2009

592-Aeródromo de Mueda


"Aterragem no Aeródromo de Mueda em vento de cauda a 10/10/73 a bordo de um C-130 da SAFAIR da África do Sul. Na Placa havia um letreiro que dizia "Mueda terra da guerra. Aqui trabalha-se, luta-se e morre-se"."
Mais uma foto e texto enviados por Cláudio Carvalho, a quem agradeço.

25-03-2009

591-CR-AKH do Aeroclube de Moçambique

Foto tirada no Aeroclube de Moçambique a 17 de Maio de 1970.
Junto ao Mooney eu e a minha Mãe que sempre me apoiou em todas as minhas aventuras e desventuras.
O meu obrigada a Cláudio Carvalho pela foto e texto.
Dados do avião Cte. Vilhena.

06-03-2009

590-CR-AHP dos TAM na Coutada de Caça do kanga N´Tole, Moçambique

Junto envio esta foto tirada no campo de aviação do Kanga N’Tole, Moçambique, em 1965 ou 1966.O avião era dos TAM do Jorge Guerra. Não me lembro do nome do piloto. À frente do jeep o meu Pai, Carlos Ivo.

Texto e foto enviados pelo Arquitecto Chico Ivo.
Dados do avião do Cte. Vilhena. O meu obrigada aos dois!!!

589-CS-TBA da TAP e CR-AIC da DETA, no Aeroporto da Beira




No Aeroporto da Beira ainda em construção como se pode ver nas fotos, o Friendhip CR-AIC da DETA e o Boeing 707 da TAP CS-TBA.
Texto e fotos do Arquitecto Chico Ivo. A quem agradeço toda a colaboração.

17-02-2009

588-Formandos do 1º curso de pilotagem do Aero- Clube de TETE

Não me recordo do nome de todos, mas possivelmente alguém colaborara' na identificação.

Da Esquerda para a direita 1º Plano

1º- ???
2º-Figueiredo *( funcionário do G.Civil de TETE )
3ºVasco J. Lança da Rosa (instrutor) piloto da MFPZ/GPZ
4º- Joaquim Moreira de S. Prazeres piloto-chefe da MFPZ/GPZ (instrutor e presidente do A. Clube)
5º- António Silgado D. Teixeira (instrutor) piloto da MFPZ/GPZ
6º- Óscar (GARÇÃO?) Funcionário bancário **

Mesma ordem em pé :

7º- ???
8º- João ( Bosco? ) Mais tarde instrutor no A. Clube da Beira.
9º- José da Guia Gonçalves (Mecânico de Aeronaves) da MFPZ/GPZ .
10º- ???
11º-????
12º- ???.
13º- ( Atrás) Simão ( Sem função no grupo).
14º-???.
15º-Eng Crispim de Sousa (patrono) Director da MFPZ/ GPZ
16º-????

Curiosidades. O Figueiredo tinha o "Apelido de MORTO-VIVO " Sofreu 3 acidentes muito graves, tendo num deles sido considerado "morto" tendo dado sinais de vida na morgue onde estava "depositado" já muito proximo da hora do funeral. ( Possivelmente ainda É VIVO ).Quanto ao ÓSCAR foi mais tarde gerente de sucursal bancaria em Cabora Bassa . Recordo-me bem porque fui uma noite com o Prazeres buscar o filho do Óscar( Ainda criança) , ao Songo ( Sofreu queimaduras muito graves com água a ferver e evacuámo-lo para TETE. Foi o 1º Voo nocturno que fizemos com um dos Jet- Ranger que tínhamos recebido e ainda mal conhecíamos.

Texto e foto de José Carlos Páscoa**. O meu obrigada.

587-A Aviação nas nossas colónias-Noticias diversas de 1941


Obrigada Cte. Vilhena

586-Acidente de um Challenger da Imperial Airways na Baía do Lumbo, Moçambique em 1939

Obrigada Cte. Vilhena por esta raridade.

07-02-2009

585-Quando a DETA deixou de ser Divisão e passou a ser Direcção. Abril 1962

Quando a DETA deixou de ser Divisão e passou a ser Direcção:
Mudou de Divisão de Exploração dos Transportes Aéreos de Moçambique para Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos de Moçambique

Obrigada Cte. Vilhena

06-02-2009

584-Aeroclube da Zambézia. Noticias de Julho de 1961

Obrigada Cte. Vilhena.

583-Noticias do Aeroclube da Beira de Julho 1961

Obrigada Cte. Vilhena

582-Aeroclube de Moçambique-Noticias de Julho 1961

Tks Cte. Vilhena

29-01-2009

581- CR-AKG da TAM


Cte. António de Almeida Viegas, da TAM. Foto tirada em Catulene. Moçambique

Foto de Victor Cabral.

580-Noticia do falecimento do Tenente Coronel Pinho da Cunha** de Janeiro de 1959

**Foi Director da DETA e participou no Cruzeiro Aéreo às Colónias. Já referido no blogue.

Enviado pelo Cte. Vilhena.