O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.

A eles dedicamos estas linhas.

José Vilhena e Maria Luísa Hingá

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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com

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Por motivo alheio algumas das imagens não abrem no tamanho original. Nesse caso podem selecionar “abrir imagem num novo separador” ou “Guardar imagem como…”.

30/06/07

333-Aeródromo Pais Ramos, Beira, nos anos 50.

No respeitante à exacta localização do Aeródromo Pais Ramos, aqui vai um mapa da cidade da Beira recortado nos anos 50 do jornal Notícias/Diário (?) da Beira. Este documento é quase um "hieróglifo" retirado de uma múmia egipcia...!!!
As ruas do mapa a tracejado era o que estava planeado construir no futuro e só as de traço contínuo é que existiam na realidade na altura.

Clicando nas fotos aumenta o tamanho.




Comentário e fotos de Ricardo Quintino.

12/06/07

331-Carta de aeródromo, do Aeroporto de Lourenço Marques (1960)*

* Actualmente Maputo.
Obrigada Cláudio Carvalho.

330-Relação dos Primeiros Pilotos Aviadores de Moçambique


Clicar nas imagens para elas aumentarem.






Obrigada Cte. José Vilhena que consegue surpreender-me sempre.

Nota:
Em 05.08.07 foi corrigido o nome do Cte. Francisco Assis Camilo Teixeira, na Relação dos Primeiros Pilotos Aviadores Vitimas de Acidentes Aéreos.
Obrigada Luís Pinto-Teixeira.


10/06/07

329-CS-TLA-Super Constellation, da TAP em Mavalane-LM

Mais uma foto de "Connie" Heggblom, enviada pelo filho John. Tirada nos fins dos anos 40/ principio dos anos 50.

Frota da TAP

Os Super Constellation entraram ao serviço comercial da TAP a 27 de Novembro de 1955, na linha Lisboa - Luanda e Lourenço Marques, com paragem em Accra (Níger), tendo esta paragem em Abril de 1956 sido substituída por Kano (Nigéria), numa frequência bissemanal.

Em Agosto de 1960, a TAP voava com os Super para Lourenço Marques três vezes por semana, parando em Kano e Luanda e em Leopoldeville em duas dessas frequências.

No Verão de 1962, o número de frequências para África aumentou para cinco semanais, uma via Bissau e S. Tomé para Luanda, outra via Kano para Luanda e três via Kano para Luanda, continuando uma para a Beira, outra para a Beira e Lourenço Marques e a terceira para Lourenço Marques.

Em Janeiro de 1964, com o aluguer de um Boeing 707 à Sabena, os destinos Africanos da TAP foram reorganizados. O 707 voava de Lisboa para Luanda e Salisbúria (antiga Rodésia) e os Super para Lourenço Marques e Beira, cada um destes destinos com dois voos semanais.

Finalmente a 14 de Setembro de 1967 pelas 17:35 locais, chegou a Lisboa proveniente do Rio de Janeiro o ultimo voo do “Super Constellation” na TAP.

Na perna do trem de nariz deste avião, podem ver-se as letras LA, de CS-TLA baptizado de “VASCO DA GAMA”, um dos quatro Super da TAP com nariz curto (ausência de radar de tempo) e sem “tip-tanks” nas asas, características que os diferenciaram dos dois últimos aviões posteriormente adquiridos em segunda mão pela transportadora aérea nacional.

Dados: Cte. José Vilhena.

09/06/07

328-Hangar da DETA-Anos 50

O velho hangar da DETA em Lourenço Marques (Aeroporto de Mavalane) com o Dakota CR-ABK e dois De Havilland Dove.


Fotos de "Connie" Heggblom, enviadas pelo filho John. Thank you very much John!
Dados: Cte. José Vilhena.

327-Chegada de VIP - Aerogare de Mavalane e “C-54A-DO SKYMASTER” (vulgo DC-4) da TAP

Chegada de um VIP a Mavalane, provavelmente em 1954, podendo ver-se um C-54A-DO SKYMASTER”(vulgo DC-4) da TAP, já com as cores da nova TAP SARL privada que substitui os TAP (um serviço especial do Estado) a 1 de Julho de 1953.

Após 1955 foi introduzido pela TAP nesta rota o novo Super Constellation.

Aerogare de Mavalane

“C-54A-DO SKYMASTER”(vulgo DC-4) da TAP
Fotos de "Connie" Heggblom, enviadas pelo filho John. Thank you very much John!

Dados Cte. Vilhena.

326-De Havilland “Dragon Rapide” CR-AAE (Beira) da DETA


Mais uma foto oferecida por John Heggblom, que viveu em criança em Moçambique. A foto foi tirada pelo pai "Connie". Thanks John!!!

Frota Dragon Rapide da DETA
A DETA possuiu 6 aviões deste modelo. Foi num DeHavilland Dragon Rapide, o “CR-AAD”, que coube ao comandante Manuel Maria Rocha e ao mecânico Joaquim Antunes da Costa o feito de terem efectuado o primeiro voo comercial que descolou do Campo Militar da Carreira de Tiro. Iniciava-se assim as operações desta companhia, a 22 de Dezembro de 1937, ligando Lourenço Marques (Maputo) a Joanesburgo, mais precisamente ao aeródromo de Germiston.

Dados do Cte. Vilhena.

08/06/07

325-CR-AFM, do ACM ( Aeroclube de Moçambique )

Foto de Cláudio Carvalho

Foto e dados de Cte. José Vilhena.

324-CR-AGO do ACM, em 1969


Texto e foto de Cláudio Carvalho.

"Ando á procura ainda de umas de alguns Aeródromos que tenho….mas onde? Assim que as encontrar envio. Tenho de Nampula, Mueda, Omar, Porto Amélia e António Enes.

Comecei a voar no ACM em LM em 68 e tirei o PPA em 69, Tive como instrutor o Sr Marques Pinto e o actual Comandante Timóteo que me pregou o susto da minha vida no CR-AES (Cub J3) com Hélice de madeira, a 3000 pés sobre as salinas da Costa do Sol. Já lá vão tantos anos, saúde boa Timóteo e boas aterragens!!!

Também tive o prazer de voar com o Madala Rui Monteiro e já tive o prazer de estar com ele em Lisboa.

No meu curso havia também 2 irmãs indianas, a Juma e a Afrida o que será feito delas?

A Arminda (Paz á sua alma) que nunca conseguiu ser largada e tentou o paraquedismo, tendo falecido num salto em LM mesmo em frente ao Aeroclube.

O que será feito do Bezourinho? Creio que ficou por lá e o Guilhermino* que depois do PPA fazia horas que nem um louco para poder fazer o PCA…E fez !!!

O tempo voa."


* O Cte. Guilhermino Silva faleceu em Maio de 2003.

Dados do avião: Cte. José Vilhena