O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.

A eles dedicamos estas linhas.

José Vilhena e Maria Luísa Hingá

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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com

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Por motivo alheio algumas das imagens não abrem no tamanho original. Nesse caso podem selecionar “abrir imagem num novo separador” ou “Guardar imagem como…”.

28/11/06

152-Acidente de um avião da DETA



Este acidente já foi referido no artigo  11. Clicar nos números.

Fotos do Cte Francisco Pinto Teixeira, enviadas pela sobrinha Cristina Pinto Teixeira, que deixou este comentário:
Acabei de entrar neste blog e acho que deveria dizer algo sobre o acidente que vitimou o meu tio Francisco Pinto Teixeira. Não o cheguei a conhecer, mas ele era o irmão mais velho do meu pai. Sempre ouvi falar deste acidente em que todos culpam o meu avô, Francisco Pinto Teixeira, por ter obrigado o meu tio a voar. Para quem conheceu o meu avô sabe bem que ele era uma pessoa muito rigorosa e nós família mais chegada tínhamos sempre que dar o exemplo, o que por vezes traz grandes desgostos. Realmente ele sentia-se culpado da morte do meu tio, mas tudo não passou de um grande acidente, pois ninguém deseja a morte a um filho. Anos mais tarde foi dado o nome de meu avô ao aeroporto de Quelimane, ele fez um discurso tal que quando chegou a L.M. já o esperava uma ambulância pois ele estava mesmo mal. Tenho vários recortes de jornal sobre estes acontecimentos, assim como fotos do meu tio Francisco. Existe também um álbum de fotos sobre a vida do meu tio, vou tentar ver se o consigo passar no scanner e assim poder enviar.
Há uns anos atrás o Aero Clube de Moçambique fez uma comemoração onde voltaram a pôr o busto do meu avô e várias fotos (tenho cópias) Também foi dado o nome do meu avô a um avião do Aero Clube, isto aconteceu em 2002.
Um abraço
Cristina Pinto Teixeira

Luis Pinto Teixeira disse nos comentários
Sou sobrinho do Francisco Pinto Teixeira (Xico) de que muito se fala neste Blog no que se relaciona com o acidente de aviação do Lockheed “LIMPOPO” em Quelimane em 23 Fevereiro de 1944.
Tenho várias fotografias dessa época, inclusive fotografias do acidente propriamente dito, mas não sei como as enviar para si, para posteriormente as pôr neste Blog.
Ainda hoje se fala muito nesse acidente, e criticam o meu Avô, mas a verdade seja dita, o meu Avô pessoa que era, muito muito exigente, nunca iria por em risco a vida do seu filho, ou de quem quer que seja.
Liderava por exemplo, e tinha toda a confiança nos técnicos engenheiros da DETA, e tenho a certeza de que se estes o tivessem recomendado ou alertado de que os aviões deveriam parar de voar por razões de segurança, ele teria de imediato mandado cancelar quaisquer voos.
Convivi muito com o meu Avô até aos meus 15 anos, altura em que depois fui estudar para a Africa do Sul 1975, e sei bem do que estou a falar.
Passei horas sem fim e falar com ele e a ouvir as histórias da sua vida, desde a sua campanha no Norte de África durante a primeira guerra Mundial, até a sua vinda para África, primeiro Angola e depois mais tarde Moçambique, para aonde veio numa comissão de 5 anos e acabou ficando sensivelmente 50 anos.
Sempre foi uma pessoa correcta e justa nos seus postos de chefia e ainda hoje em Moçambique beneficiamos do seu trabalho, zelava muito pelos interesses dos trabalhadores e famílias, afectos aos seus ofícios.
O meu Pai Alberto Pinto Teixeira, já falecido, estava já nessa altura também a tirar o curso de piloto aviador, mas foi aconselhado pelos médicos a desistir, após o acidente do irmão, uma vez que este acidente afectou muito os meus Avós.
Ficou-lhe essa mágoa de não poder continuar o curso, pelo resto dos seus dias.
Gostaria sempre que possível de contribuir para este Blog, uma vez que também tenho muito interesse na aviação em Moçambique, por razões obvias.
Regressei a esta nossa linda terra em 1992, e por cá penso ficar e descansar os meus ossos.

1 comentário:

Luis Pinto-Teixeira disse...

Luiza Hinga, em primeiro lugar gostaria de a congratular neste Blog magnifico...excelente.
Sou sobrinho do Francisco Teixeira (Xico) de que muito se fala neste Blog no que se relaciona com o acidente de aviação do Lockeed LIMPOPO em Quelimane em 23 Fevereiro de 1944.
Tenho várias fotografias dessa época, inclusivel fotografias do acidente propriamente dito, mas não sei como as enviar para si para posteriormente as por neste Blog.
Ainda hoje se fala muito nesse acidente, e criticam o meu Avô, mas a verdade seja dita, o meu Avô pessoa que era, muito muito exigente, nunca iria por em risco a vida do seu filho, ou de quem quere que seja.
Liderava por exemplo, e tinha toda a confiança nos técnicos enginheiro da Deta, e tenho a certesa de que se estes o tivessem recomendado ou alertado de que os aviões deveriam parar de voar por razões de seguraça, ele teria de imediato mandado cancelar quaisquer voôs.
Convivi muito com o meu Avô até aos meus 15 anos altura em que depois fui estudar para a Africa do Sul 1975, e sei bem do que estou a falar.
Passei horas sem fim e falar com ele e a ouvir as histórias da sua vida, desde a sua campanha no Norte de Africa durante a primeira guerra Mundial, até a sua vinda para Africa, primeiro Angola e depois mais tarde Moçambique, para aonde veio numa comissão de 5 anos e acabou ficando senssivelmente 50 anos.
Sempre foi uma pessoa correcta e justa nos seus postos de chefia e ainda hoje em Moçambique benificia-mos do seu trabalho, zelava muito pelos interesses dos trabalhadores e familias afectos aos seus oficios.
O meu Pai Alberto Pinto-Teixeira, já falecido, estava já nessa altura tambem a tirar o curço de piloto aviador, mas foi aconcelhado pelos médicos a desistir, após o acidente do irmáo uma vez que este acidente afectou muito os meus Avós.
Ficou-lhe essa mágoa de não poder continuar o curço, pelo resto dos seus dias.
Gostaria sempre que possivel de contribuir para este Blog uma vez que tambem tenho muito interesse na aviação em Moçambique, por razões obvias.
Regrassei a esta nossa linda terra em 1992, e por cá penso ficar e descançar os meus ossos.
O meu e-mail lpt@intra.co.mz

Luis Pinto-Teixeira