O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.

A eles dedicamos estas linhas.

José Vilhena e Maria Luísa Hingá

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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com

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16/12/06

171-Acidentes nos anos 50

Alguém se lembra destas duas histórias?

Tinha um tio, cujo irmão era Teofilo dos Santos Valentim, piloto do Aero Clube da Beira e que um dia, ao levantar voo do Buzi em direcção à Beira, desapareceu e nunca nada deu à costa. Na altura eu era miuda, talvez 9/10 nos e foi uma tragédia na familia. Disse-se muita coisa, mas o que é certo é que nunca apareceu vestigio nenhum. Quem estava no Buzi na altura da descolagem, garantiu que ele rumou em direcção à Beira, cuja distância era pequena e segundo os entendidos ao levantar do Buzi, via-se logo a cidade.

Nota: Deve ter sido nos anos 50 MLH


Outra historia de queda de avião, mas no Norte, foi na altura em que o Craveiro Lopes là foi e que caiu o avião com os reporteres do Radio Clube de Moçambique, sendo o mais conhecido o Alexandre Quintão. Creio que isto aconteceu em 1956/57. Lembro-me pois já era crescidinha e lembro-me até que disseram que foram encontrados restos do avião, mas que os corpos teriam sido comidos pelos animais, pois o avião caiu em plena floresta. Estou a dizer isto, mas se calhar já não é novidade para ti.
Histórias enviadas por Maria Manuel M.

5 comentários:

Anónimo disse...

Lembro-me de uma grande tragédia com o Comandante Spodes. Era muito amigo dos meus tios. Beijinho, Luh! Madalena

Fado Alexandrino disse...

O Comandante Sepodes faleceu em Lourenço Marques juntamente com mais dois elementos da tripulação num voo de treino de um F-27 da DETA.

Anónimo disse...

Esse voo saiu do Chitengo aquando da visita do Craveiro Lopes.
O jornalista Guilherme de Melo, do antigo Noticias de Lourenço Marquer e mais tarde do Diario de Noticias de Lisboa, já escreveu sobre essa tragédia, pois ele estava na caravana do Craveiro Lopes e até era para ter seguido no avião que caiu.

Chico Ivo

adelino silva disse...

Quem se recorda também do desaparecimento daquele avião salvo erro era um skipmank que desapareceu entre a Inhaca e Lço Marques, finais dos anos 50, ia lá o meu vizinho o Camilo

Anónimo disse...

Também desapareceu a avioneta do marido duma prima da minha mãe. O seu nome era Carlos, estavam na Beira. Nunca mais apareceu. A prima da minha mãe deixou-se morrer por amor ao seu piloto que nunca regressou. Isto terá sido por volta dos anos 60. Aguém sabe alguma coisa?