O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.

A eles dedicamos estas linhas.

José Vilhena e Maria Luísa Hingá

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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com

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Por motivo alheio algumas das imagens não abrem no tamanho original. Nesse caso podem selecionar “abrir imagem num novo separador” ou “Guardar imagem como…”.

06/12/06

162-Aviões civis atingidos na albufeira de Cahora Bassa


A aeronave C9-APQ (ex: CR-APQ) , BN2 Islander pilotada pelo Cte. Joaquim M. Craveiro, voando de Fingoé para Tete, distrito de Tete, foi atingida por um "rocket" à vertical do Songo/Cahora Bassa.

Com o impacto o motor direito *desapareceu*, mas o piloto conseguiu aterrar no Songo com o avião a arder.
Este acidente foi em 15 de Agosto de 1979.
*Termo usado pelo Cte. Craveiro.
Informação de Vitor Silva e os dados actualizados por Joaquim Craveiro.
Uma achega do Cte. C. Silva:"Já agora, um acrescento ao acidente do Cte. Craveiro: contam que o avião aterrou no Songo, a arder. Depois de toda a gente sair, ilesa, o comandante voltou, calmamente para trás e viram-no tirar a sua preciosa pasta do cockpit. " 10 Janeiro2007

Ver no artigo 772 a história do acidente contada pelo piloto Joaquim Craveiro. Clicar aqui

Outro acidente





O avião Piper Aztec C9-ALU (ex: CR-ALU), do Cte. Jorge Guerra, da TAT, Transportes Aéreos de Tete, também foi atingido em 1978 em plena albufeira de Cahora Bassa. Não foram encontrados vestígios do avião e dos passageiros.
Uma versão sobre o acidente duma fonte idónea:

"A versão que eu conheço, que correu na altura, é que ele fazia anos e nesse dia voava de Tete para a Beira para festejar com a família. No aeroporto foi abordado por um comandante da Frelimo que lhe pediu boleia para a sua base, algures a Norte do Songo. Como era aconselhável políticamente satisfazer o pedido de um comandante de uma base da Frelimo, acedeu e deu-lhe boleia não obstante ter de fazer um grande desvio da sua rota Tete-Beira. Aterrou na referida Base, deixou o comandante em terra e levantou voo de imediato. Só que ao fundo da pista as baterias de defesa atingiram-no quando estava a poucos metros de altura!...

A pergunta que se fazia era esta: Se a defesa da Base tomou este avião como inimigo, porque não o abateu na aterragem? "
Nota: O Cte Jorge Guerra era filho do dono dos TAM-Transportes Aéreos da Beira, com o mesmo nome,

Foto tirada por A.R.Hingá.
Dados sobre os aviões da autoria do Cte. Vilhena

9 comentários:

Fado Alexandrino disse...

Tenho muitas dúvidas que a matrícula esteja certa.
As matrículas em Moçambique eram CR-Axx.
Já agora o BN2 da TAZ era o CR-ANH

Luh disse...

A que artigo se refere, sobre a TAZ?
É C9-AAA porque foi anos depois da independência de Moçambique.
E não se quer identificar?

José Vilhena disse...

Uma pequena coorecção:
As matrículas em Moçambique eram CR-Axx e CR-Bxx !

Fado Alexandrino disse...

Não me refiro a artigo nenhum. Foi apenas acrescentar uma informação.

Luh disse...

Volte sempre.

Anónimo disse...

As matrículas dos aviões, antes da independência, eram CR-Axx.
Depois da independência passaram a ser C9-Axx.

Já agora, um acrescento ao acidente do Cte. Craveiro: contam que o avião aterrou no Songo, a arder. Depois de toda a gente sair, ilesa, o comandante voltou, calmamente para trás e viram-no tirar a sua preciosa pasta do cockpit.

Viegas dos Santos disse...

A matrícula do Piper Aztec, em que o Cte. Jorge Guerra Júnior fora abatido próximo do Songo, era: CR-ALU.
Eu próprio fiz muitos vôos nesse aparelho e a matrícula registada na minha caderneta de vôo.
Cte. Viegas dos Santos

Viegas dos Santos disse...

Quanto ao Cte. Jorge Guerra e D. Orquídea, ao regressarem de Moçambique, viveram numa Quinta que adquiriram próximo do Cartaxo, que venderam, regressando a um apartamento na zona da Charneca da Caparica.
O Cte Jorge Guerra foi um forte impulsionador da aviação comercial em Moçambique, no sector do denominado TAXI AÉREO.
Cte Viegas dos Santos

Luísa Hingá disse...

Viegas não me conheces? Sou a luísa Hingá!!! Faz o favor de mandar o teu e-mail e já agora coisas que tenhas nos teus arquivos.

lhinga@mail.telepac.pt

Abraços