Foto do espólio de Torre do Valle
O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.
A eles dedicamos estas linhas.
José Vilhena e Maria Luísa Hingá
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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com
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Por motivo alheio algumas das imagens não abrem no tamanho original. Nesse caso podem selecionar “abrir imagem num novo separador” ou “Guardar imagem como…”.
25/05/17
921 - CR-MAD - Quarto Avião registado em Moçambique
30/03/17
920 - O desembarque dos três Lockheed Super Electra da DETA em 1940
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| CR-AAZ (chamado Búzi) no cais de LM desembarcando em Junho de 1940 |
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| Os três aviões desembarcados entre o cais e os armazéns (de artigo de 1985 re-publicado no VeM) |
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| Os três aviões saem do porto para a Praça Mac Mahon, actual dos Trabalhadores |
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Vermelho: CR-AAZ, o primeiro avião a ser desembarcado e a sair do porto
Castanho claro e rosa: os outros dois aviões
que tiveram mesma sequência de desembarque e de saída
Laranja: primeira central do porto que se adivinha na FOTO 1 para lá do armazém Linha azul clara: linha de vista da FOTO 1, passando ao lado da esquina do armazém Verde: alfândega nova, edifício de 2 pisos à direita na FOTO 3 Amarelo: armazém ao fundo da FOTO 1 Roxo: trajecto de saída do porto para a cidade. Castanho escuro: Praça Mac Mahon já fora do porto |
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| Porto de LM em 1936 - tractor eléctrico de 40 toneladas |
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| Tractor e CR-AAZ parecem-me a chegar ao aeroporto |
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| Os três Super Electra da DETA frente ao primeiro hangar com a aerogare de Mavalane ao fundo. |
cortesia Voando em Mozambique
| Matricula | Nome | Notas |
| CR-AAV | Limpopo | Destruído a 23/02/44 em Quelimane, comandante Francisco Pinto Teixeira |
| CR-AAX | Zambeze | Destruído a 14/11/41 em Inhambane, comandante Borges Delgado |
| CR-AAZ | Búzi | Desmantelado a 5/8/54 |
22/03/17
919 - Aeródromo da Carreira de Tiro e a fundação da DETA em 1936/37
Copiado de http://housesofmaputo. blogspot.com
Aeródromo da Carreira de Tiro e a fundação da DETA em 1936/37
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| Legenda original: num extremo do aeroporto de LM em 1936 |
Com a FOTO 2 de 1937 confirma-se que o edifício para o fundo da FOTO 1 era a Cadeia Civil de LM (aí vista pelas traseiras, olhando em direcção à baía).
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| Em medalhão a mesma secção da Cadeia Civil que se via na FOTO 1. No solo, um avião Dragon Rapid da DETA de 6-7 lugares (CD-AAD) O outro avião ZS era sul africano. |
A FOTO 3 deveria permitir a sua localização mais precisa mas não o consigo fazer. Deve ser de 1936 e mostra o que é presumivelmente um hangar para aviões com Lourenço Marques escrito no telhado.
A foto seguinte é de 1933 e pela primeira vez vêm-se as pistas do aérodromo da Carreira de Tiro:
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Vermelho: uma das pistas do aeródromo
Preto: Cadeia Civil
Branco: traseira da cadeia que se vê nas FOTOS 1 e 2
Verde: deduz-se ter sido por aí o local das FOTOS 1 e 2
Castanho escuro: Carreira de Tiro, própriamente ditaCastanho claro: Zona militar/Residências da oficialidade
Ruas principais (nomes actuais):
Laranja: Av. Nkrumah - Roxo: Av. Nyerere - Amarelo: Av. Cabral
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Como se explica no texto do HPIP (sumarizado em baixo) houve um certo período de sobreposição/transição entre os dois aeródromos de LM. Por isso não tenho a certeza se a FOTO 3 é da Carreira de Tiro mas um ponto a favor de que seja é que os primeiros hangares construidos em Mavalane em 1937/38 foram muito maiores que esse. Vimos assim aqui onde estacionavam os aviões na Carreira de Tiro e as pistas do aeródromo que parecem mais ou menos na direcção das pistas actuais do aeroporto de Maputo.
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| Moçambique Documentário Trimestral de 1938 |
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| Outro Dragon Rapid da DETA como o da FOTO 2 Este era o BEIRA CR-AAE em 1953 sendo abastecido |
27/12/16
918 - CR-AHN do ACB - Aeroclube da Beira


Foto e texto de Ricardo Quintino
16/05/16
08/04/16
916 - O velho aeroporto de Mavalane
No dia 6 de Abril de 1938, o Governo-geral de Moçambique, através do Boletim Oficial de 6 de Abril de 1938, autoriza a Direcção dos Serviços dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes a abrir ao público a 1ª. estação aérea da colónia em Lourenço Marques, situada ao quilómetro 7 da linha de Marracuene (Mavalane).
Boletim Oficial de Moçambique de 6 de Abril de 1938:
Artigo 1º - É autorizada a Direcção dos Serviços de Caminho de Ferro e Transportes a abrir ao público a partir do dia 1 de Abril corrente o aeródromo de Lourenço Marques, situado ao quilómetro 7 da linha de Marracuene (Mavalane)
Artigo 2º - É fechado ao serviço público o antigo campo de aterragem na Polana (Carreira de Tiro)































































