O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.
A eles dedicamos estas linhas.
José Vilhena e Maria Luísa Hingá
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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com
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23/06/09
608-CR-AGO do Aeroclube de Moçambique e grupo de brevet de 1966

"Ola
Se recordar é viver ... cá vão fotos do brevet de 1966 no Aeroclube de Moçambique em Lourenço Marques.
São muitas as pessoas que poderão ser recordadas...
Parabens pelo trabalho valioso e gostoso que vem sendo feito ... Moçambique e aviação do passado!
(Cte SATA Internacional)
Funchal"
17/06/09
607-Cessna 172 “CR-AFG” e o “Chipmunk” CR-AEK do Aero Clube de Moçambique em 1960.
Cessna 172 “CR-AFG” e o “Chipmunk” CR-AEK do Aero Clube de Moçambique em 1960.
600-Pilotos da FAV 302 e o Gigante de Manjacaze
Vitor Silva
Stélio Gomes Rebelo
Artur Celestino Franco Lacueva ...
Major Sena Esteves
Fernando da Silva Pauleta
Deodato Alves de Faria
Rui Novaes Leite Monteiro
Alberto Marques Pinto
Manuel Boavida Ramos
Joaquim Alberto Maria Craveiro
Carlos Maria Craveiro
598-Acidente do T6 "1761" em Inhambane, em 1969
A 8 de Julho de 1969, o T-6 “1761” pilotado pelo José Morgado, após uma rapada na baía de Inhambane, foi parar ao fundo da dita, felizmente saiu ileso do acidente.
Foto: Nobre Furtado
09/06/09
597-Aeroclube da Beira-Fotos dos Anos 50
Avião nesta foto:
Estas fotos vinham acompanhadas pelo e-mail a seguir transcrito:Como o meu sogro Edmundo Bastos (ja falecido) tambem era membro do aeroclube da Beira e tenho em meu poder algumas fotos tenho o grande prazer de vo-las enviar para
Obrigada José Menano. Se tiver mais colocá-las-ei com todo o prazer.
O meu obrigada aos Cte. Carlos Silva e Ricardo Quintino pela identificação de alguns dos nomes.
10/05/09
596-Cte. António de Almeida Viegas

Iniciou a sua carreira aeronáutica como piloto agrícola na CAFUM (Companhia de Fumigações de Moçambique) corria o ano de 1966. Em 1968 é admitido na TAM (Transportes Aéreos de Moçambique) com base na Beira e pertencente a Jorge Guerra. Em 1973 ruma à STEIA (Sociedade Técnica de Equipamento Industrial e Agrícola) onde permanece até 1974, ano em que ingressa na DETA como copiloto de Fokker F-27 “Friendship”, onde permanece até 1977.
Voou posteriormente na Air Tanzania, Diamang, Sonangol, TAAG e Sonair, tendo-se reformado ao completar 60 anos de idade.
Faleceu a 5 de Maio de 2009 vítima de acidente rodoviário.
Artigo da revista do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil SPAC (CLicar)
01/05/09
595-Uma homenagem ao Cte. Joaquim Maria Alberto Craveiro


O sargento de dia mandava montar a segurança à pista, mas, mesmo que não estivesse montada, o avião, aquele avião, aterrava sempre sem mais demoras. Todos os aviões, ou melhor, todas as naves voadoras, que ali aterravam tinha personalidade própria. Era a Dornier da Força Aérea, franzina e acrobática, os mono e bimotores de vários construtores e modelos, os helicópteros Alouettes III e Pumas SA-330, façanhudos e nem sempre bem-vindos, um dos quais caiu a vinte metros do arame farpado com vinte homens dentro e foi inteirinho para a sucata e, finalmente, o fiel e desejado EMAC. Era assim que era conhecido o Islander tripulado pelo Sr. Craveiro, cavaleiro andante dos céus, figura inconfundível nos seus calções e meia alta, oficial e cavalheiro daquela nave. Não era um avião, era “a” EMAC!
Olá, bom dia Sr. Craveiro! Que tal tem corrido a viagem?
Bom dia! Cá estamos de novo! Tem estado a correr bem, obrigado!
Era assim, impreterivelmente, todas as quintas-feiras, entre as dez e meia e as onze da manhã, em Cantina Oliveira, em Tete, Moçambique. Fizesse calor ou frio, chovesse ou estivesse sol, era assim.
Sempre ao longo dos dois anos inteiros de comissão militar naquele fim de mundo, “a” EMAC, do Sr. Craveiro disse presente. Trazia especialmente correio e frescos, mas igualmente a companhia do Sr. Craveiro, que fazia o favor de se demorar nas instalações do quartel, barracos e abrigos, mais do que o tempo necessário para descarregar a carga que tivesse o quartel como destino.
Fazíamos questão de bem receber o Sr. Craveiro. O aquartelamento esteve várias vezes largos meses sem reabastecimento por via terrestre. Largos meses sem cerveja, sem batatas, sem muitos dos géneros essenciais considerados comuns. Contudo, para o Sr. Craveiro nunca faltou uma cerveja, um martini, umas tapas. E ele apreciava e sabia que o pouco que oferecíamos era para nós muito e o melhor que tínhamos.
Da sua figura esguia emanava uma suave leveza, uma singular incerteza entre estar e partir.
Trinta e cinco anos depois, este é o retrato que tenho gravado na minha memória do Senhor Craveiro, aliás Comandante Craveiro. Comandante dos céus, de um outro destino, de uma outra missão.
Um abraço, Comandante!
João Ramos
27/04/09
594-Torre do Aeroporto Gago Coutinho, em Lourenço Marques, actual Maputo. Moçambique

"Cara Luisa,
Aqui vai mais uma das que se vão encontrando.
Torre de controlo do Aeroporto de Lourenço Marques em 11 de Setembro de 1969.
Lá em cima junto ao varandim da torre estáva o nosso amigo Fonseca Pires**.
Abraço
Cláudio Carvalho"
**Controlador de Tráfego Aéreo
O meu Obrigada a Cláudio Carvalho.

