O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.

A eles dedicamos estas linhas.

José Vilhena e Maria Luísa Hingá

========================

Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com

=======================

Por motivo alheio algumas das imagens não abrem no tamanho original. Nesse caso podem selecionar “abrir imagem num novo separador” ou “Guardar imagem como…”.

28/03/07

259 - Homenagem à memória de José Eduardo Vilar Queiroz

Capa da Revista Tempo, de Moçambique com o nº. 11, de 29 de Novembro de 1970. (Encontrada na Internet)

Medalha emitida quando um grupo de amigos lhe prestou uma homenagem (póstuma) em Favaios, sua terra natal. Na mesma data foi também inaugurado um busto.
Biografia
- Foi Secretário dos Transportes e Comunicações do Governo de Moçambique, de 1969 a 1974.

- Engenheiro Electrotécnico.

- Tenente Coronel da Força Aérea Portuguesa

- Fundou a Universidade do Carril (como a malta lhe chamava) em Inhambane. Era uma escola de formação profissional dos CFM para formação de quadros e creio que as assistentes da Deta, também por lá passavam.

- Tinha uma surpresa para Moçambique. Televisão em finais de 1974. Voei com técnicos em testes de propagação de sinal.

- Revolucionou (modernizou) as comunicações telefónicas com a montagem de colossais parabólicas em zonas inóspitas.

- Inaugurou a ligação ferroviária da linha de Nacala ao Malawi.

- Autorizou por despacho que pilotos (PPA) de comprovada competência operacional mas sem formação académica pudessem operar comercialmente com uma licença restrita (não ICAO) em aviação agrícola.

- Abriu a Escola de Helis do Lumbo (já constante do blog), em cooperação com o Cte. Vinagre da Hepal.

- Destacou para Nampula um elemento dos SAC, equipado com um avião (CR-BFN) para inspecção das centenas de pistas existentes nos distritos do Norte e para facilitação doutros serviços.

- Acelerou e desburocratizou todos os processos de revalidação de licenças, exames, qualificações, certificados de navegabilidade etc., etc., sem abdicar das regras de segurança, o que causou enormes engulhos aos burocratas da praça.

Dados e fotos fornecidos por Vítor Silva, a quem agradeço.



25/03/07

258-CR-ABB e grupo de pilotos do ACB em 1947



Da esq. para a dta.: Mimi Sales, Yolanda Pinto, ???, Alberto Garizo, Maria da Conceição Paíta e Maria dos Prazeres Pinto, em 1947.


Nota:
Apesar das fotos estarem identificadas foram colocadas legendas para facilitar as buscas no blogue.
Foto de Jorge da Fonseca
Dados do avião de Cte. José Vilhena

257-Os que ganham medalhas

Artigo do Jornal "Noticias", de 13 de janeiro de 1965, página 5 -"Beira cidade do futuro", de ilva Ramalho.Enviado por Jorge da Fonseca.

256-Grupo de pilotos do ACB em 26.06.1947


Em pé da esq para a dta: António Monteiro, António da Camara, 1º. CTA da Beira, Hankimengae, Mª. Isabel André, Kiva Cocorozis e Jorge Fonseca.
Em baixo da esq. para a dta: Carlos Roca, Alexandre Figueiredo Sarmento, Vasco Jorge de Freitas e Teófilo Valentim.

Foto de Jorge da Fonseca

255-CR-ACA e Maria da Conceição Mónica


Maria da Conceição Mónica "Paíta" e CR-ACA
Foto de Jorge da Fonseca
Dados do avião de Cte. José Vilhena

254-Jorge da Fonseca, do Aeroclube da Beira recebendo as asas de Piloto


Foto de Jorge da Fonseca

253- Rallye Aéreo com pilotos FAV da Beira, na Lusalite


Foto e nomes de Jorge da Fonseca, a quem agradeço.

24/03/07

252-CR-AHT e CR-AHU - Aviões da FAP que passaram à disponibilidade


Em 1949 foi criado o Centro de Instrução Aeronáutico de Lourenço Marques (CIALM), mantido pela Aeronáutica Militar (a antecessora da Força Aérea Portuguesa). Para o desempenho desta actividade foi este Centro dotado de várias aeronaves, entre elas este De Havilland Hornet Moth DH87 “CR-AHT”, ex. 10 da Aviação Militar e 9201 da FAP. O centro foi desactivado em 1955 e os seus aviões foram abatidos ou cedidos a entidades civis.

Não se sabe o destino que este avião teve em Moçambique, presumindo-se que tenha sido entregue aos SAC (Serviço da Aeronáutica Civil).

Igualmente este Beech A-35 Bonanza “CR-AHU”, ex. 20 da Aviação Militar e 9301 da FAP.

Este avião foi cedido ao Aero Clube de Moçambique, tendo sofrido um acidente em Setembro de 1966 quando descolava da pista de Mapulanguene.
Face aos danos sofridos, o avião não foi recuperado, tendo sido abatido ao Registo Aeronáutico de Moçambique.

Fotos e texto de Cte. José Vilhena

12/03/07

249-Airstrip Development - Holidaying in Mozambique.


Artigo saído na Revista Wings over Africa, em Novembro 1967, gentilmente cedido pelo Cte. José Vilhena.

248-Mozambique re-visited, por Dave Becker



Artigo saído na Revista Wings over Africa, em Junho 1975, gentilmente cedido pelo Cte. José Vilhena, na altura correspondente da Revista.

247-Moçambique 1974, de Dave Becker

Artigo saído na Revista Wings over Africa, em Novembro 1974, gentilmente cedido pelo Cte. José Vilhena, na altura correspondente da Revista.



04/03/07

241-FAV 301 da Beira - Formações Aéreas Voluntárias

Quem ajuda a completar os nomes?
Obrigada.

Ricardo Quintino



Fotos de Ricardo Quintino

Anexo ao Artigo 54 e Artigo 149

240 - Jorge de Sousa Gorgulho




1894 - 1917
Nasceu em Lisboa a 30 de Novembro de 1894. Frequentou o Colégio Militar e ingressou posteriormente na Escola de Guerra, onde se especializou em Cavalaria. Ainda enquanto alferes de cavalaria ingressa, por sua vontade, no serviço de Aviação Militar. Fez assim parte do primeiro curso da Escola Aeronáutica Militar, que teve lugar em Vila Nova da Rainha. O seu primeiro vôo teve lugar no mesmo dia em que iniciou a sua instrução de pilotagem: 16 de Outubro de 1916. Em 11 de Abril de 1917 obteve o brevet de piloto. Ofereceu-se então para fazer parte da Esquadrilha Expedicionária a Moçambique, embarcando no vapor Moçambique em Julho de 1917 e desembarcando naquela colónia, em Mocimboa da Praia, a 3 de Agosto daquele ano. A 7 de Setembro foi o primeiro português a efectuar um vôo em terras africanas. Contudo, no dia seguinte, o Farman F40 que pilotava caiu e incendiou-se, provocando a sua morte prematura, morrendo cinco horas depois da queda. Foi o primeiro piloto português a morrer em território africano.

01/03/07

239 - Matrículas em Portugal e Colónias

A história da grande confusão das matrículas nas Colónias Ultramarinas Portuguesas.Inicialmente Portugal começou por utilizar o prefixo C-PAAA!
Para Moçambique, primeira ex-colónia a ter máquinas voadoras, atribuiu-se o C-PMAA!
Por volta de 1929, Portugal alterou o prefixo P- para CS- (CS-AAA), atribuindo às colónias o CR- .
Moçambique, como primeira colónia “aérea”, adoptou o CR-MAA, seguindo-se-lhe o CR-MAB, CR-MAC.......... Provavelmente com o M de Moçambique!
Angola que entretanto tinha recebido os seus primeiros aviões por essa altura, resolveu começar a atribuir as suas próprias matrículas, iniciando a série com o CR-BAA, CR-CAA, CR-DAA e lá foi bater no CR-MAA que já existia em Moçambique!
Estalou-se então a confusão neste País à beira mar plantado!
Houve que pôr ordem no convento!
E por volta de 1937 o dono da casa determinou que Moçambique, como primeira candidata, ficaria com o CR-AAA (talvez tivesse ficado melhor em Angola por se iniciar com o A).
Angola, como provavelmente para lá de Luanda pouco se conhecia, ficou com o CR-LAA.
Na década de cinquenta entraram finalmente as outras colónias na rota aérea e como tal foram-lhes atribuídas as matriculas CR-CAA para Cabo Verde, CR-GAA para a Guiné Portuguesa, CR-SAA para S. Tomé, CR-TAA para Timor, CR-IAA para a Índia Portuguesa e CR-MAA para Macau.
Macau, por ironia do destino nunca teve aviões antes das descolonizações, como tal quando o primeiro apareceu já não existiam colónias e optou por um subproduto da casa mãe, CS-MAA em vez do CR-MAA.
Entretanto Moçambique, em 1971, com a chegada dos primeiros Boeing 737 da DETA, quis marcar a diferença e optou pelo CR-BAA (B provavelmente de Boeing), tendo em 1973 acrescentado o CR-HAA para o primeiro helicóptero da nova HEPAL, já que os helicópteros anteriores ostentavam as matrículas normais, CR-AKZ.
Assim tivemos aviões nas ex-colónias, que ostentaram, pelo menos temporariamente, as mesmas matrículas:


Texto e fotos de Cte. José Vilhena

27/02/07

238-Cte. Álvaro Nogueira da DETA

O Cte. Álvaro Nogueira com a primeira farda da DETA. O Cte. Já foi referido nos artigos 7, 46 e 215.


Foto e texto seguinte enviados pela sobrinha e minha querida Amiga, Mª. Elizabete Nogueira Alves Brás

UM SONHO DESFEITO. O CÉU ERA A SUA META. LOGO QUE A IDADE LHE PERMITIU, TIROU O BREVET PARTICULAR EM ALVERCA, MAS DECIDIU VOAR MAIS ALTO. COM 25 ANOS, JÁ EM MOÇAMBIQUE ONDE TRABALHAVA NOS CAMINHOS DE FERRO QUE O SEU SONHO SE CONCRETIZOU AO INGRESSAR COMO PILOTO PIONEIRO NA AINDA JOVEM Iª COMPANHIA AÉREA COMERCIAL- DETA.
VOAVA FELIZ COMO UM PASSARINHO, MAS…EM I959, POR CONTINGÊNCIAS DA VIDA E NÃO POR SUA VONTADE, CORTARAM-LHE AS ASAS.... E TEVE DE SE DESPEDIR DA SUA DETA. PERSEGUIU O SEU SONHO DE JOVEM, LEVANTANDO A CABEÇA E CONTINUOU VOANDO NOS CÉUS DE ANGOLA E ÁFRICA DO SUL.
EM 16 DE JANEIRO DE 2004, PARTIU NA SUA ÚLTIMA VIAGEM E AO SER RECORDADO, COMOVO-ME AO LEMBRAR AINDA OS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA EM QUE PASSEAVA AO SEU LADO, ENVERGANDO AQUELA FARDA TÃO BONITA! PARECIA UM ARTISTA DE CINEMA, PENSAVA EU TODA VAIDOSA.
MUITAS SAUDADES DA SOBRINHA E AFILHADA
Mª ELISABETE NOGUEIRA A. BRÁS


237- Anulado

Anulado