O Voando em Moçambique é um pequeno tributo à História da Aviação em Moçambique. Grande parte dos seus arquivos desapareceram ou foram destruídos e o que deles resta, permanecem porventura silenciosos nas estantes de muitos dos seus protagonistas. A História é feita por todos aqueles que nela participaram. É a esses que aqui lançamos o nosso apelo, para que nos deixem o seu contributo real, pois de certo possuirão um espólio importante, para que a História dessa Aviação se não perca nos tempos e com ela todos os seus “heróis”. As gerações futuras de certo lhes agradecerão. Muitos desses verdadeiros heróis, ilustres aventureiros desconhecidos, souberam desafiar os perigos de toda a ordem, transportando pessoas e bens de primeira necessidade ou evacuando doentes, em condições meteorológicas adversas, quais “gloriosos malucos das máquinas voadoras”. Há que incentivar todos aqueles que ainda possuam dados e documentos que possam contribuir para que essa História se faça e se não extinga com eles, que os publiquem, ou que os cedam a organizações que para isso estejam vocacionadas. A nossa gratidão a todos aqueles que ao longo dos tempos se atreveram e tiveram a coragem de escrever as suas “estórias” e memórias sobre a sua aviação. Só assim a História da Aviação em Moçambique se fará verdadeiramente, pois nenhum trabalho deste género é suficientemente exaustivo e completo. A todos esses ilustres personagens do nosso passado recente que contra tudo e todos lutaram para que essa história se fizesse, a nossa humilde e sincera homenagem.

A eles dedicamos estas linhas.

José Vilhena e Maria Luísa Hingá

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Quem tiver fotos e/ou documentos sobre a Aviação em Moçambique e os queira ver publicados neste blogue, pode contactar-me pelo e-mail:lhinga@gmail.com

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Por motivo alheio algumas das imagens não abrem no tamanho original. Nesse caso podem selecionar “abrir imagem num novo separador” ou “Guardar imagem como…”.

17/11/06

141-Um acidente com o Piper PA-31 Navajo CR-ALT do GPZ

Matrícula: CR-ALT, Tipo: Piper PA-31 Navajo, c/n 31-476, Ex:N6561L, Registado em 1970 e destruido em 1973 perto de Chinde.
Informação do Cte. Vilhena.

O piloto era o Oliveira Marques. O chefe dos Serviços de Aviação do Gabinete do Plano do Zambeze, o Joaquim Prazeres, embora a ocupar o lugar do co-piloto, ia em passeio.
Tinham acabado de descolar do Chinde, para a Beira, onde os passageiros iam passar umas curtas férias. Com o máximo de carga, oito pessoas a bordo e a respectiva bagagem, não era nada que não fosse habitual no Gabinete do Plano do Zambeze.
Quando o compressor do motor esquerdo deu a alma ao criador, a seguir á descolagem, ainda na linha de subida, manter o avião nivelado ficou fora de questão. De nada valiam os apelos da mulher do Prazeres para que o marido fizesse alguma coisa.
O pequeno bimotor entrou pelo mangal dentro a desbastar tudo pela frente. Deixou as asas para trás, afocinhou no lodo, no meio do desbastado e retorcido arvoredo.
A porta lateral - que quando aberta fazia de escada - estava escancarada, caída, do lado de fora do avião. Os passageiros saíram. Só faltava a passadeira vermelha. Era mais uma dádiva dos Céus: Ninguém se tinha magoado; nem uma beliscadura...

3 comentários:

Anónimo disse...

eh pá! já cá não vinha há uns dias e como o aeroporto cresceu!
bom trabalho, parabéns!

Henrique Santos disse...

Lembro-me bem deste acidente.
Esta página está cada vez melhor, e há uns quantos pilotos que a vêem e que só se manifestam pelo telefone...
Já me zanguei e já ensinei a fazê-lo...
Portem-se bem pilotaços, é um ppazito que vos fala, um tecotecozico... eheheheh
Boas aterragens meninos...
Ricky

Antonio Sousa disse...

António Sousa

Eu era um dos 8 passageiros