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19/09/06

8-DETA 1

Continuação...

Por iniciativa do Engenheiro Fernando Seixas, Director dos Serviços dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Moçambique que à expansão da DETA - Linhas Aéreas de Moçambique - dedicou o melhor do seu esforço e inteligência foi possível equipar, em 1969 as Linhas Aéreas de Moçambique com dois òptimos aviões "Boeing 737-200", bi-reactores a jacto com capacidade de 93 passageiros.

A Entrada ao serviço desses aviões em dezembro de 1969 marcou uma etapa importante na política de transportes nas Províncias da Àfrica Portuguesa.

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A chegada dos "Boeings" ao Aeroporto da Portela, em Lisboa ,em cerimônia assistida pelo Ministro do Ultramar, Professor Silva Cunha que teve papel relevante neste assunto

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Os Directores de serviço do C.F.M e da D.E.T.A., com as tripulações que conduziram os aviões dos E.U.A. para Moçambique

Os aviões comandados respectivamente pelos comandantes Luís Branco e Machado de Almeida, tendo como tripulantes Costa, Fidalgo, Martins Matos e Marques,Santos, Primavera, Fortuna e Castro foram de Seattle a Lisboa.

Daí partiram para Lourenço Marques. Na véspera de Natal de 1969 foram apresentados em Lisboa às entidades oficiais, nomeadamente aos membros do Governo.

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D.Maria das Neves Rebello de Souza, esposa do Governador-Geral de Moçambique, procedendo ao baptismo dos aviões "Boeing", da DETA, em Dezembro de 1969.

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Os dois "Boeings 737-200" da DETA no Aeroporto de Lourenço Marques

A solução que a DETA procurou, adquirindo esses aviões a jacto, correspondeu exactamente às necessidades de Moçambique e permitiu à provincia o arranque para infra-estrutura de navegação aérea que ainda não existia.

O homem que nesse sentido mais trabalhou com uma admirável visão do sentido das realidades, foi, sem dúvida, o engenheiro Fernando Seixas, director dos serviços dos portos, Caminhos de ferro e Transportes de Moçambique.

Não podemos deixar de concluir que esta solução dos "Boeing- 737", já em 1970 atingia o nível de outras companhias Internacionais, pois pela estatica da propria "Boeing" a média de uso da frota diária é exatamente as que a DETA já obtinha, ou sejam, 6 horas diárias de uso.

Com a chegada da independência, termina a história desta Companhia a que tantos se dedicaram.

Após a independência,exactamente em 1980, a DETA foi extinta e formada a nova companhia que se chama LAM - Linhas Aéreas de Moçambique -, obviamente usando de toda a herança técnica e material deixada pela DETA.

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O mesmo Boeing 737-200, ainda com o nome DETA, mas já com a Bandeira e insígnias pós Independencia, fotografado em Stokholm , Suécia, em 1977

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Boeing B707, com DETA na cauda, mas tendo Linhas Aéreas de Moçambique (Já antes da independência os aviões 737 e F27 tinham Linhas Aéreas de Moçambique na fuselagem - Informação Cmte Vilhena)- LAM na fuselagem. Devido ás cores azul e amarelo na fuselagem, a a/c era da extinta Companhia britânica Tempair Intl. Airlines. (Obrigada Cmte Cesário Fernandes) Como se vê na foto, o autor é o Cmte José Vilhena, a quem agradeço as emendas que fez a pedido de Carlos Schmidt.


a/c =aeronave
Fonte:

História dos Caminhos de Ferro de Moçambique

Alfredo Pereira de Lima - 1971

Fotografias:

CFM

LAM

José Vilhena no Airliners

REALIZADO POR: JOSE MARIA MESQUITELA

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