Por iniciativa do Engenheiro Fernando Seixas, Director dos Serviços dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Moçambique que à expansão da DETA - Linhas Aéreas de Moçambique - dedicou o melhor do seu esforço e inteligência foi possível equipar, em 1969 as Linhas Aéreas de Moçambique com dois òptimos aviões "Boeing 737-200", bi-reactores a jacto com capacidade de 93 passageiros.
A Entrada ao serviço desses aviões em dezembro de 1969 marcou uma etapa importante na política de transportes nas Províncias da Àfrica Portuguesa.

A chegada dos "Boeings" ao Aeroporto da Portela, em Lisboa ,em cerimônia assistida pelo Ministro do Ultramar, Professor Silva Cunha que teve papel relevante neste assunto

Os Directores de serviço do C.F.M e da D.E.T.A., com as tripulações que conduziram os aviões dos E.U.A. para Moçambique
Os aviões comandados respectivamente pelos comandantes Luís Branco e Machado de Almeida, tendo como tripulantes Costa, Fidalgo, Martins Matos e Marques,Santos, Primavera, Fortuna e Castro foram de Seattle a Lisboa.
Daí partiram para Lourenço Marques. Na véspera de Natal de 1969 foram apresentados em Lisboa às entidades oficiais, nomeadamente aos membros do Governo.

D.Maria das Neves Rebello de Souza, esposa do Governador-Geral de Moçambique, procedendo ao baptismo dos aviões "Boeing", da DETA, em Dezembro de 1969.

Os dois "Boeings 737-200" da DETA no Aeroporto de Lourenço Marques
A solução que a DETA procurou, adquirindo esses aviões a jacto, correspondeu exactamente às necessidades de Moçambique e permitiu à provincia o arranque para infra-estrutura de navegação aérea que ainda não existia.
O homem que nesse sentido mais trabalhou com uma admirável visão do sentido das realidades, foi, sem dúvida, o engenheiro Fernando Seixas, director dos serviços dos portos, Caminhos de ferro e Transportes de Moçambique.
Não podemos deixar de concluir que esta solução dos "Boeing- 737", já em 1970 atingia o nível de outras companhias Internacionais, pois pela estatica da propria "Boeing" a média de uso da frota diária é exatamente as que a DETA já obtinha, ou sejam, 6 horas diárias de uso.
Com a chegada da independência, termina a história desta Companhia a que tantos se dedicaram.
Após a independência,exactamente em 1980, a DETA foi extinta e formada a nova companhia que se chama LAM - Linhas Aéreas de Moçambique -, obviamente usando de toda a herança técnica e material deixada pela DETA.

O mesmo Boeing 737-200, ainda com o nome DETA, mas já com a Bandeira e insígnias pós Independencia, fotografado em Stokholm , Suécia, em 1977

Boeing B707, com DETA na cauda, mas tendo Linhas Aéreas de Moçambique (Já antes da independência os aviões 737 e F27 tinham Linhas Aéreas de Moçambique na fuselagem - Informação Cmte Vilhena)- LAM na fuselagem. Devido ás cores azul e amarelo na fuselagem, a a/c era da extinta Companhia britânica Tempair Intl. Airlines. (Obrigada Cmte Cesário Fernandes) Como se vê na foto, o autor é o Cmte José Vilhena, a quem agradeço as emendas que fez a pedido de Carlos Schmidt.
a/c =aeronave
Fonte:
História dos Caminhos de Ferro de Moçambique
Alfredo Pereira de Lima - 1971
Fotografias:
CFM
LAM
José Vilhena no Airliners
REALIZADO POR: JOSE MARIA MESQUITELA
A Entrada ao serviço desses aviões em dezembro de 1969 marcou uma etapa importante na política de transportes nas Províncias da Àfrica Portuguesa.

A chegada dos "Boeings" ao Aeroporto da Portela, em Lisboa ,em cerimônia assistida pelo Ministro do Ultramar, Professor Silva Cunha que teve papel relevante neste assunto

Os Directores de serviço do C.F.M e da D.E.T.A., com as tripulações que conduziram os aviões dos E.U.A. para Moçambique
Os aviões comandados respectivamente pelos comandantes Luís Branco e Machado de Almeida, tendo como tripulantes Costa, Fidalgo, Martins Matos e Marques,Santos, Primavera, Fortuna e Castro foram de Seattle a Lisboa.
Daí partiram para Lourenço Marques. Na véspera de Natal de 1969 foram apresentados em Lisboa às entidades oficiais, nomeadamente aos membros do Governo.

D.Maria das Neves Rebello de Souza, esposa do Governador-Geral de Moçambique, procedendo ao baptismo dos aviões "Boeing", da DETA, em Dezembro de 1969.

Os dois "Boeings 737-200" da DETA no Aeroporto de Lourenço Marques
A solução que a DETA procurou, adquirindo esses aviões a jacto, correspondeu exactamente às necessidades de Moçambique e permitiu à provincia o arranque para infra-estrutura de navegação aérea que ainda não existia.
O homem que nesse sentido mais trabalhou com uma admirável visão do sentido das realidades, foi, sem dúvida, o engenheiro Fernando Seixas, director dos serviços dos portos, Caminhos de ferro e Transportes de Moçambique.
Não podemos deixar de concluir que esta solução dos "Boeing- 737", já em 1970 atingia o nível de outras companhias Internacionais, pois pela estatica da propria "Boeing" a média de uso da frota diária é exatamente as que a DETA já obtinha, ou sejam, 6 horas diárias de uso.
Com a chegada da independência, termina a história desta Companhia a que tantos se dedicaram.
Após a independência,exactamente em 1980, a DETA foi extinta e formada a nova companhia que se chama LAM - Linhas Aéreas de Moçambique -, obviamente usando de toda a herança técnica e material deixada pela DETA.

O mesmo Boeing 737-200, ainda com o nome DETA, mas já com a Bandeira e insígnias pós Independencia, fotografado em Stokholm , Suécia, em 1977

Boeing B707, com DETA na cauda, mas tendo Linhas Aéreas de Moçambique (Já antes da independência os aviões 737 e F27 tinham Linhas Aéreas de Moçambique na fuselagem - Informação Cmte Vilhena)- LAM na fuselagem. Devido ás cores azul e amarelo na fuselagem, a a/c era da extinta Companhia britânica Tempair Intl. Airlines. (Obrigada Cmte Cesário Fernandes) Como se vê na foto, o autor é o Cmte José Vilhena, a quem agradeço as emendas que fez a pedido de Carlos Schmidt.
a/c =aeronave
Fonte:
História dos Caminhos de Ferro de Moçambique
Alfredo Pereira de Lima - 1971
Fotografias:
CFM
LAM
José Vilhena no Airliners
REALIZADO POR: JOSE MARIA MESQUITELA
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